Retorne ao SPIN

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O JN engasgou mas citou periodo FHC na Lava Jato

Risível não fosse trágico, quase chorou, deve ser para dar piedade no telespectador, agora entendo pq o povo até aplaude personagem da Casa Grande roubar e, quando é um da senzala a população aplaude até para linchar, é tudo teatro das Shareazeda da vida sabem muito bem como passar, ora ódio, ora piedade: Contra oo "negrinho do poste" insuflam o ódio, já para dar uma noticia de roubalheira de tucano vem com essa cara de velório ´para arrancar lágrimas de tanta dó...
triste

Assista ao vídeo:


Porque a regulação da mídia não é censura

O Brasil não pode continuar com esse cartel mafioso dos barões da midia, eles impõe seu ponto de vista particular ao restante do pais ao mesmo tempo em que somos uma colcha de retalhos em termos de diversidade de dialetos, linguas,s culturas e visão politicas. Chega a ser uma insanidade o sistema atual, essa reserva de mercado e outros absurdos.
Mercados desenvolvidos regulam atuação na mídia. No Brasil é diferente, apontam especialistas

Pela ordem: Aurélio Rios, Veridiana Alimonti, André Barbosa e Eugênio Bucci
Jornal GGN - O serviço de comunicação é compreendido nos Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido como um setor comercial que tem como característica se monopolizar naturalmente. Por isso, nesses países existem leis para a regulamentação econômica desse mercado, induzindo a competitividade, consequentemente, impedindo a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos grupos. 
No Brasil é diferente. Os 25 anos da promulgação da Constituição Federal não foram suficientes para que parlamentares criassem leis para regulamentar os artigos do Capítulo V, que versam sobre a comunicação social no país. A primeira consequência disso é a excessiva concentração de rádios, TVs, revistas e jornais impressos por alguns grupos. Organizações pelo direito à informação, dentro e fora do país, estimam que 70% das mídias estão nas mãos de menos de dez famílias, e muitas rádios e TVs locais são propriedades de políticos.   
O debate sobre o tema voltou à tona no discurso de posse do novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, no início deste ano. Na ocasião, ele declarou que levará adiante a promessa da presidente reeleita, Dilma Roussef, de debater a regulação econômica da mídia. O objetivo inicial de Berzoini é abrir o tema para a população colaborar com propostas, num processo que poderá ser semelhante àquele que culminou na criação do Marco Civil da Internet. Especialistas convidados para debater o assunto no programa Brasilianas.org (TV Brasil), acreditam, no entanto, que o trabalho do Ministério das Comunicações não será nada fácil, tendo em vista o momento político, e o uso de velhas distorções, relacionando a proposta de regulamentação econômica à censura dos meios de comunicação. 
O Brasil já teve leis de imprensa, antes de 1988, mas que nunca foram efetivamente respeitadas. O superintendente executivo de relacionamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e ex-representante da presidência no processo de instalação da TV digital no Brasil, André Barbosa, lembrou, por exemplo, que a legislação de 1962, feita antes do Golpe Militar, proibia que donos de TVs e rádios de usassem esses instrumentos para fazer ativismo religioso e partidário. A normativa abordava também a regionalização, ou seja, a necessidade dos programas transmitidos não deixarem de lado as diferenças culturais do Brasil. 
O professor da Escola de Comunicação da USP, e especialista em crítica e conceito de ética jornalística, Eugênio Bucci, também convidado do programa, explicou que a regulação dos meios de comunicação significa, apenas, disciplinar um setor do mercado.
“Não existe um mercado sem regulação, a não ser que estejamos falando de mercados paralelos, como de tráfico de droga, onde as coisas ocorrem por baixo do pano”, ponderou. Bucci completou que a ausência de regras “é um atraso no Brasil”, e não pode ser comparada à perda de liberdade. 
“Pelo contrário, a ausência de regras democráticas é que favorece a apropriação indevida do que é de todos por alguns poucos”, disse. O professor, que também é colunista da Revista Época, fez questão de lembrar que a FCC, agência reguladora dos meios de comunicação dos Estados Unidos, foi criada ainda na década de 1930, “impondo regras públicas que regulam o mercado privado”, e destacou que a bandeira de trazer para o setor de comunicações um disciplinamento democrático não pode ser visto como algo de esquerda ou de direita. “Ela é uma bandeira que expressa uma necessidade do estado democrático”. 
Veridiana Alimonti, advogada do Intervozes, grupo que luta pela democratização dos meios de comunicação, ressaltou durante o programa a importância de compreender que a regulação da mídia também está ligada à concretização de direitos  fundamentais como cultura, educação, informação e liberdade de expressão.  
“É interessante avaliar que a vedação ao monopólio e ao oligopólio que consta na Constituição Federal, que trata da comunicação social, está justamente no artigo que garante a liberdade de expressão nos meios de comunicação social, numa compreensão que é a seguinte: para garantir a liberdade de expressão na comunicação social não pode haver monopólio ou oligopólio nos meios de comunicação”, pontuou.  
Igrejas e TVs
O professor Bucci, entretanto, disse não estigmatizar o controle dos meios de comunicação no país por poucas famílias, acreditando que não existem dados confiáveis a respeito da questão e, ainda, que “oligopolização” é uma tendência mundial. O que ele criticou foi a falta de uma definição numérica, na Constituição Federal, do que seria o monopólio ou o oligopólio no setor de comunicações. “Seria o domínio de 70% ou 60% da audiência?”, exemplificou. 
Essa questão, portanto, só poderá ser corrigida mediante a criação de uma lei ordinária, regulando o Capítulo V da Constituição. O ponto mais preocupante, na visão do professor, é o uso de canais de televisão e rádio por igrejas, independente de qualquer que sejam as denominações. 
“Aí temos um problema grave porque, na democracia, a atividade religiosa não sofre as restrições e as exigências legais que a atividade comercial sofre”. Partindo desse princípio, Bucci vê o risco dos meios de comunicação religiosos conseguirem transpor esse direito ao uso que fazem dos meios de comunicação de massa. 
Censura 
O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Rios, ressaltou durante o programa Brasilianas.org que a regulação econômica deve ser entendida como uma questão de democratização dos meios de comunicação. “Não é apenas retórica política, consta na Constituição”, continuou. Entretanto, o procurador disse não acreditar que o Congresso discuta com profundidade o tema, nos próximos anos, ou que seja capaz de regular com isenção. A esperança, para ele, é que, pelo menos, alguns pontos avancem. 
Aurélio Rios identificou que o grande problema é a distorção feita entre censura e regulação da mídia. “Esse é um ponto grave dentro da discussão, como se qualquer tipo de regulação de um setor importante, como é o da comunicação social, significasse o cerceamento da liberdade de expressão, ou a censura. Para nós, [isso] é uma confusão que, obviamente tirando à má intensão de um ou de outro, é absolutamente primária”, avaliou. 
É importante destacar, sobre o tema, que a própria Constituição, no parágrafo 2, do Capítulo V, veda "toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística". A advogada do Intervozes, Veridiana Alimonti, reforçou esse ponto, destacando que nas propostas apresentadas de regulação econômica não existe nenhum ponto relacionado a censura de conteúdo. Entretanto, ela é a favor da criação de dispositivos legais que responsabilizem civilmente a veiculação e produção de notícias falsas. 
Um exemplo sobre isso foi o caso da Escola Base, em 1994, quando o casal Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada, donos de uma escola particular na cidade de São Paulo, foram acusados injustamente pela imprensa de abuso sexual contra alguns alunos. A acusação equivocada levou ao fechamento da escola. Pouco tempo depois o caso foi arquivado por falta de provas. Em 1995, os Shimada moveram uma ação por danos morais contra o Estado e a imprensa, que apelou para todas as manobras possíveis para postergar o pagamento de indenizações. Em 2007, Shimara faleceu de câncer. Em abril de 2014, aos 70 anos, Icushiro faleceu devido a um infarto.  
Eugênio Bucci ressaltou que a censura também pode ser exercida por grupos de mídia, quando negam, por exemplo, abordar algum tipo de informação importante à população. Por outro lado, esclareceu que esse mal é corrigido nos mercados competitivos, ou seja, quando os espaços para diversos meios de comunicação é equilibrado. 


“Ora, se uma rede de tv faz um noticiário enviesado, mas outra rede apresenta outro lado, o debate público compensa essas distorções”, completou. O professor lamentou que o assunto sobre a regulação da mídia seja pouco debatido pelos próprios meios de comunicação, sejam eles públicos ou privados. “Infelizmente é um assunto que se tornou uma espécie de tabu”, concluiu.

http://jornalggn.com.br/noticia/porque-a-regulacao-da-midia-nao-e-censura

Mídia seletiva: O álibe de Fernando Rodrigues para sentar em cima da informação

http://www.jornalggn.com.br/noticia/fernando-rodrigues-o-alibi-para-sentar-em-cima-da-informacao

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Momentos decisivos e urgentes!, por Miguel do Rosário

midia_golpista11



Reproduzo abaixo um trecho de post publicado hoje no blog do Nassif, de Motta Araujo. Volto em seguida.
“O clima nas empreiteiras é PAVOROSO, dois terços das mesas vazias, não estão pagando seus fornecedores grandes, médios e pequenos, estão demitindo em massa, os executivos presos, segundo me disse um colega de um deles hoje, estão destruídos, não servem para mais nada.
A Petrobras, segundo esse mercado, CONGELOU todos seus programas de investimentos, equipamentos quase prontos não devem ser entregues, esqueletos de plataformas, máquinas, navios ficam como estão, a Petrobras não compra, não paga e não recebe as encomendas, segundo a avaliação desse empresário, essa paralisia vai durar dois anos.
A Lava Jato continua e não tem tempo para acabar. Pode destroçar o País, mas parece mais importante a gloria da Justiça do que a dura realidade de uma nação rumando para o abismo.”
*
Eu de volta.
Me digam qual o sentido de uma iniciativa do Estado (no caso, o Judiciário e o Ministério Público) onde a questão social e econômica é simplesmente ignorada?
Não é uma questão menor.
A Operação Lava Jato, tocada com uma incrível irresponsabilidade, está paralisando as duas atividades econômicas mais importantes do país: a construção civil e a indústria do petróleo.
Neste sentido é que devemos cobrar o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a presidenta Dilma.
É preciso fazer uma chamada ao bom senso.
Ontem, eu critiquei duramente o ministro da Justiça por ter dado uma entrevista à TV Veja.
O jornalista Paulo Nogueira, do Diario do Centro do Mundo, discordou. Achou que o ministro agiu bem, na linha da batalha da comunicação pedida pela presidenta Dilma.
O argumento quase me tocou. Afinal, qual o problema em dar uma entrevista a um órgão de oposição?
Aprovo, sobretudo, o esforço de Nogueira de tentar trazer serenidade a um debate que se tornou dramático.
Pensei bastante sobre o assunto, e ainda acho que foi um erro, porque ajudou a legitimar uma revista que se tornou a ponta-de-lança de uma oposição disposta a tudo.
Seria como o ministro da Justiça francês dar entrevista ao mais radical jornalzinho nazista, dias antes da tomada de Paris, tentando convencer a opinião pública alemã a não invadir a França.
Não funciona. Simplesmente não funciona.
Além disso, TV Veja?
Se o ministro quer fazer a batalha de comunicação em vídeo, teria que, no mínimo, organizar entrevistas para as tvs abertas.
Quem assiste TV Veja?

A Globo vai se perder por excesso de competência


Se o caos precede a ordem e o vácuo a nova era, a situação brasileira está como os sociólogos gostam.
Tem-se um governo Dilma decididamente sem rumo e uma oposição medíocre, alimentando-se apenas de golpismo; um Congresso entregue nas mãos do pior negocismo; um sistema partidário fragmentado.
E, finalmente, grupos de mídia enfrentando de forma inglória um fim de ciclo, um período em que reinaram absolutos no universo da opinião pública, e que está prestes a se encerrar.
***
Em 2005, sob a liderança de Roberto Civita, o presidente do Grupo Abril, foi celebrado um pacto entre os quatro principais grupos de mídia do país: Globo, Abril, Folha e Estadão.
Tinha-se pela frente o cenário incerto das mudanças tecnológicas trazidas pela Internet; o receio do mercado ser invadido pelas empresas de telefonia.
A estratégia seguida foi a do magnata australiano Rupert Murdoch: um pacto entre os grupos de mídia tradicionais visando influenciar as eleições e conseguir, via o novo presidente, barrar a entrada dos novos competidores.
***
A estratégia falhou em 2006, 2010 e 2014. Mas conseguiram, graças ao pesado tiroteio estabelecido, brecar a migração dos recursos de publicidade dos meios tradicionais para os digitais.
A partir daí houve uma guerra circular: sabia-se contra quem se estava guerreando mas sem saber o objetivo que estava se perseguindo. Assim como nos EUA, os grandes adversários não eram as empresas de telefonia, mas as novas redes sociais.
Quando o meio papel esgotou, saltaram na Internet. Mas a piscina estava vazia.
***
O cartel brasileiro escolheu “inimigos” irrelevantes: meia dúzia de blogs pingados, que passaram a ser atacados como se representassem um inimigo imaginário.
Enquanto isto, o mercado publicitário era engolido pelo GoogleFacebook e pelo maior dos integrantes do cartel: a rede Globo.
Segundo especialistas do setor, no ano passado os resultados das Organizações Globo vão permitir a distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos para cada um dos três controladores.
Hoje em dia, a Globosat leva R$ 20,00 de cada R$ 100,00 pagos às TVs por assinatura; a TV aberta continua sendo um sugador de verbas; o sistema CBN de rádio domina amplamente o setor, assim como o portal G1.
***
Editora Abril caminha para o fim. Seu único ativo relevante, a revista Veja, não encontra compradores no mercado. Esta semana, foi vendido o controle da Abril Educação.
Estadão está à venda há tempos e não tem muito fôlego pela frente. A Folha caminha para ser um pedaço da UOL – que está se consolidando como portal de serviços e de tecnologia.
***
Globo tornou-se a grande vitoriosa? Longe disso.
Desde o ano passado, os irmãos Marinho vinham mostrando desconforto com o enfraquecimento de seus parceiros, somado à crise de Rede Bandeirantes e aos problemas próximos de sucessão do Grupo Sílvio Santos. Esse enfraquecimento generalizado dos grupos de mídia, conferiu à Globo um poder absoluto de mercado.
Dentro de algum tempo, vai começar a se discutir sua divisão, da mesma forma como ocorreu com a ATT, o grande monopólio de telefonia dos Estados Unidos. Sua tentativa reiterada de derrubar o governo visa impedir qualquer ação visando reduzir seu monumental monopólio  virtual  


No futuro, se perceberá que a competência da Globo – vis-a-vis a incompetência de seus parceiros – cavou a sua própria cova.

A linguagem e o horror, por Tarso Genro

Fui convidado para, periodicamente, escrever no Sul 21, do qual sempre fui um entusiasta. Sempre defendi a necessidade de termos, aqui no Rio Grande, um espaço de oxigenação alternativo aos meios de comunicação tradicionais. Um espaço que abrisse escotilhas para a divulgação de opiniões, fora do controle dos padrões empresariais, que caracterizam a chamada grande imprensa. Estes padrões, independentemente da qualidade e seriedade dos seus jornalistas, estão muito longe de esgotar a enorme pluralidade de vozes, necessárias para enriquecer um projeto democrático autêntico.

Aceitei a proposta e combinei com a direção do Sul21, o seguinte: primeiro, não vou debater, aqui neste espaço, posições específicas “de Partido”, pois não quero me somar (nem por distração) à campanha programada, que está sendo feita, no país, para desautorizar os partidos, todos, num ódio udenista à política que pode comprometer o nosso futuro democrático; segundo, não vou fazer comentários sobre o Governo estadual, pois é sabido que fui derrotado nas eleições do ano passado e que o Governo atual representa uma maioria política, que se formou em contraposição ao Governo da Unidade Popular RS, o que implica em dizer que eu poderia ser apontado como “suspeito” (pelo menos por enquanto), de não ter posições racionais sobre ele; terceiro, propus que os meus textos tentassem estimular uma reflexão sobre a questão democrática, a partir da comunicação, da literatura, da experiência de outros países, sem atacar pessoas ou instituições, sem qualquer disfarce de neutralidade, mas procurando estimular reflexões que vão mais além da difícil conjuntura que atravessamos.

Na Alemanha do pós-guerra (1947), Hans Richter convocou um grupo de intelectuais para discutir a situação do país. O Grupo 47, que resultou do debate, foi celebrado por Gunter Grass, numa novela pouco conhecida no Brasil, "Encontro em Telgte".  (Divulgação)
Na Alemanha do pós-guerra (1947), Hans Richter convocou um grupo de intelectuais para discutir a situação do país. O Grupo 47, que resultou do debate, foi celebrado por Gunter Grass, numa novela pouco conhecida no Brasil, “Encontro em Telgte”. (Divulgação)

Neste primeiro artigo optei por lembrar um fato histórico, que ocorreu na Alemanha do pós-guerra (1947), quando Hans Richter convoca os grandes intelectuais da Alemanha, para refletir sobre a função dos seus pares numa nova Alemanha, dividida e miserável, na qual o próprio idioma foi “violentado” e “desnaturalizado”, durante quinze anos de nazismo. O já dissolvido Grupo 47, que resultou do debate, foi celebrado por Gunter Grass, numa novela pouco conhecida no Brasil, “Encontro em Telgte”. A novela relata uma reunião realizada trezentos anos antes, de filólogos, historiadores e escritores da época, para revisar e consolidar o idioma, dilacerado, à época, pela Guerra dos Trinta anos, que findava.

No fim do capítulo sexto, um integrante do grupo se depara com corpos que flutuavam rio abaixo, próximo ao local da reunião, como dura advertência da barbárie terminal. Aos que estavam se dedicando a restaurar uma paz duradoura, apostando no idioma como instrumento político relevante, a advertência dos corpos lacerados tem o condão de lembrar que o idioma e os seres humanos compõem um todo único, universal, indivisível: “um” é o “outro” e o “outro” é o “um”. Valha: a discussão da linguagem e do significado emprestado às palavras é uma questão profundamente política e cada discurso encerra, independentemente da neutralidade do seu emissor, uma proposta de conclusão, um significado. A crítica de Grass feita a Zesen, o personagem que se defronta com os corpos, é a seguinte: “Acossado pela linguagem não teve tempo de horrorizar-se”.