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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O falso moralismo de Patricia "dedo em riste" "Poeta"

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mello: Globo responde às críticas com poder econômico


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por Marcio Aurélio Mello
O “modus operandi” é o mesmo. “A vítima” ingressa com uma ação, ganha em primeira instância, um site publica a sentença e pronto, o serviço está feito. Que serviço? O assassinato de reputações. Dar publicidade à uma ação que ainda não transitou em julgado tem um impacto negativo sobre a imagem do “condenado”, impacto muitas vezes irreparável.
É a segunda vez sou condenado em primeira instância numa ação movida pelo número um do jornalismo da TV Globo. Primeiro foi em 15 mil, agora o dobro, 30 mil. Isso sem contar os honorários que são acrescidos ao valor das causas, as custas dos processos e os salários dos advogados.
No primeiro Encontro Nacional de Blogueiros, em 2010, Paulo Henrique Amorim cunhou a seguinte frase: “diga quem te processas, que eu te direi quem és.” Ele se referia a muitos, não só a ele próprio, PHA, mas ao Azenha, ao Rodrigo Vianna, ao Nassif, ao sr. Cloaca. Mais tarde veio juntar-se ao grupo o Miguel do Rosário, aquele mesmo que revelou o escândalo do DARF que a TV Globo nunca mostrou.
Não é preciso ler Kafka para saber que um processo é sempre uma angústia, uma aflição permanente, não só para si, mas para todas as pessoas próximas, que compartilham solidariamente a mesma inquietação.
Quem me conhece sabe que sou um pacifista, adepto do diálogo e absolutamente contrário a qualquer forma de violência e arbítrio. Transformei a luta pelos mais fracos em razão de viver e sou intransigente na defesa de todos os que não tem voz e que são massacrados por interesses mesquinhos e excludentes tão comuns num país desigual e provinciano, como o nosso.
Fui demitido sumariamente depois de 12 anos de bons serviços prestados e não entrei sequer com uma reclamação trabalhista. Razões não faltavam para isso: assédio, intimidação, humilhação…
No dia em que fui comunicado do meu desligamento, minha mulher, grávida de sete meses, ficou sem a maternidade e o obstetra. Tive que pleitear um plano de saúde tampão, porque um novo exigiria carência. Mesmo assim, para ter as mesmas condições anteriores, tivemos que fazer up grade, no popular,  “pagar por fora”.
Nada disso nos tirou do eixo. Contornada a situação, segui minha carreira normalmente e obtive — ao lado de tantos parceiros — importantes prêmios jornalísticos, entre eles, o Prêmio Petrobras de Comunicação, em 2013.
Em meu blog pessoal, mantido voluntariamente até março deste ano, aperfeiçoei uma técnica de ficção ácida e bem humorada, e também fiz severas críticas à maneira desastrosa e desonesta como se pratica telejornalismo no Brasil. A internet permitiu que eu ganhasse relevância e passasse a influenciar leitores, entre eles ex-colegas de trabalho. Tanto como editor do Jornal da Globo, por três anos, quanto do Jornal Nacional, por quatro, fui testemunha ocular de fatos históricos relevantes, por isso, minhas análises passaram a ter importância no meio.
Escrevi sobre como se dá a criminalização dos movimentos sociais, sobre como o racismo é disfarçado no noticiário e sobre como é feita a obstrução ao debate de temas sensíveis, entre eles: a influência da indústria farmacêutica e da indústria do álcool, esta última um dos maiores patrocinadores dos meios de comunicação, para ficar apenas em dois exemplos. Também apontei para um sem-número de desvios na cobertura econômica e política.
Nos textos de ficção tinha uma predileção por histórias que misturavam poder, o mundo da TV e muita, muita sacanagem. Assim, em séries, desnudei figuras que, apesar de terem glamour, são seres humanos como nós, sujeitos às desilusões seja na vida profissional, pessoal, amorosa… A brincadeira dos internautas passou a ser identificar quem teria inspirado cada texto.
Mas como a arte imita a vida (ou seria o contrário?) hoje tenho que lidar com uma situação no mínimo curiosa: fui condenado duas vezes por um texto de ficção, repito, ficção, envolvendo uma prosaica disputa judicial de vizinhos, causada pelo odor exalado pela fumaça de maconha, usada por jovens num apartamento chique da zona Sul do Rio de Janeiro.
Para a maioria das pessoas — muitas delas por desinformação — a culpa é atribuída antes mesmo do pronunciamento final das instâncias superiores. Assim, o justiçamento virou expediente preferencial de quem quer causar dano antecipado, antes do feito legal consumado. Vale sempre lembrar que só se firma a culpa depois de trânsito em julgado. Mas o que importa, não é mesmo?
E por que é assim? É assim porque no Brasil não há controle externo dos abusos cometidos pelos meios de comunicação. É assim porque não há quem investigue e puna, quando for o caso, abusos cometidos em coberturas jornalísticas. É assim porque não há um órgão com legitimidade para regular questões que envolvam relações entre jornalistas e produção de conteúdo jornalístico. E é assim porque questões de interesse privado ganham ampla publicidade depois de congestionarem as comarcas, também chamadas de primeiras instâncias.
E o debate, que poderia ser franco, republicano, dá lugar ao pugilato, ao uso e abuso da força coercitiva do poder econômico. É por tudo isso que digo: sinto-me perseguido. E sei bem o porquê. Participo de uma disputa que é muito maior do que um mero embate entre dois contenedores sobre técnica jornalística. Estamos falando aqui de uma pequena batalha dentro de uma guerra muito maior, a Democratização dos Meios de Comunicação.
E, se estamos realmente construindo uma democracia com ampla participação popular, com mais igualdade e justiça social tenho que acreditar que as instâncias superiores serão capazes de – amanhá – reparar decisões tomadas ao arrepio da lei.
Quando recebi a notificação de que estava sendo processado mais uma vez pelas mesmas razões tomei a iniciativa de suspender o blog. Sou profissional liberal, assalariado, com patrimônio modesto, mas com convicções inabaláveis. A principal delas: a de que estou do lado certo. Infelizmente neste momento estou legalmente sob censura.
Para quem quiser me ajudar nesta luta:
Marco A. C. de Mello
Bradeco
agência: 1363
c.c.: 120558-7
CPF: 075.298.408-00
Leia também:
Garotinho surpreende entrevistadora da Globo: “Vamos para o IPVA?”

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marco-aurelio-mello-justicamento-e-o-poder-economico-da-globo.html

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Quem “matou” Patrícia Poeta?

Por Altamiro Borges


Segue a polêmica sobre a estranha saída de Patrícia Poeta da bancada do Jornal Nacional. Apesar do comunicado oficial da TV Globo, que jurou que a troca já estava acertada há três anos [sic], ninguém parece acreditar e já surgem várias teorias sobre o episódio. Na semana passada, o colunista Daniel Castro, do site “Notícias da TV”, relatou que “William Bonner é apontado como pivô da queda”. Já na última sexta-feira (19), o site F5, a página de entretenimento da Folha, soltou uma bomba: “Saída do ‘Jornal Nacional’ teria relação com Carlinhos Cachoeira” – aquele famoso bicheiro de Goiás. Há ainda outras teses na praça. A estória até daria uma novela: Quem “matou” Patrícia Poeta?

Segundo Daniel Castro, a versão oficial “não foi digerida nos bastidores da própria emissora. Para jornalistas da Globo, Patrícia não saiu do JN; ela caiu. E todos os dedos apontam para William Bonner como o principal articulador da queda de Poeta, que, especula-se na emissora, deverá comandar um programa vespertino de variedades em 2015. Nos bastidores da Globo, é notório que Bonner nunca digeriu o fato de ter que aceitar Poeta como colega de bancada, em 2011, no lugar de Fátima Bernardes. Poeta, segundo essa versão dos fatos, não foi uma escolha de Bonner. Na Globo, há quem enxergue um processo de fritura de Patrícia Poeta, que fez Bonner mero coadjuvante durante a Copa do Mundo”.

O sinistro apartamento de R$ 23 milhões

“A justificativa oficial da TV Globo de que a saída de Patrícia Poeta estava planejada havia três anos não combina com a tradição da emissora de manter jornalistas durante muito tempo ocupando os mesmos cargos. William Bonner, por exemplo, está há 18 anos à frente do JN. Fátima Bernardes ficou 13 anos no telejornal. O maior indício de que Patrícia foi ‘expulsa’ do JN em plena campanha eleitoral vem da substituta de Renata Vasconcelos, que deixará o Fantástico para assumir o principal telejornal do país. Poliana Abritta, a nova apresentadora do programa, acaba de ser designada correspondente da Globo em Nova York. Ela nem chegou a estrear no posto”.

Em seu artigo, Daniel Castro já havia citado o estranho caso da aquisição de um imóvel por Patrícia Poeta. “Coincidentemente, sua saída do JN foi anunciada nove dias depois de vazar a notícia de que ela está comprando um apartamento de R$ 23 milhões em Ipanema, bairro nobre do Rio. O problema não é o valor do imóvel. Mas o vendedor: George Sadala, nome que o noticiário político relaciona à CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a oposição ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, coloca na ‘Gangue dos Guardanapos’”. Mas o colunista preferiu não avançar neste terreno pantanoso. A missão foi cumprida, na sequência, pelo site de entretenimento F5, da Folha:

A sangrenta guerra de bastidores no império

“Segue ecoando na Globo o anúncio repentino da saída de Patrícia Poeta do ‘JN’. Para alguns jornalistas da emissora, o fato tem associação direta com a notícia de que ela e seu marido, o diretor de programação da rede, Amauri Soares, estariam comprando um apartamento no Rio, no valor de R$ 23 milhões, que seria do empresário Georges Sadala, citado nas investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo fontes da TV Globo, a notícia da compra do imóvel vazou para a imprensa e desagradou à alta cúpula da emissora. Teria até sido assunto de uma reunião. Procurado, Amauri Soares não comentou o assunto. Poeta deixa o ‘JN’ com a audiência em queda”.

Outro especialista em mídia, o jornalista Ricardo Feltrin, coloca mais um ingrediente na misteriosa história. “Independentemente das diferentes teses, apostas, teorias sobre os motivos que levaram à anunciada saída de Patrícia Poeta do ‘Jornal Nacional’ após apenas três anos no cargo, a mudança revela mais uma vez que há uma guerra permanente de poder no Jornalismo da emissora, que já dura vários anos. Os protagonistas da batalha são o todo-poderoso do departamento, Ali Kamel, e o diretor de Programação da casa, Amauri Soares – marido de Poeta e responsável por trazê-la do Sul para São Paulo no passado”. Para o colunista, Ali Kamel – e não William Bonner – foi o culpado pela morte prematura:

A rixa entre Kamel e Soares

“É óbvio que a Globo sempre desmentiu e desmentirá qualquer desentendimento dentro de sua cúpula, mas quem acompanha os bastidores da emissora sabe que há uma constante rixa entre Kamel e Soares. Não deixa de ser normal uma luta por poder em qualquer empresa, mas na TV Globo a coisa toma dimensões sempre épicas. Diferentemente do que se propagou, William Bonner teve pouca influência na decisão. Ali Kamel é que foi determinante para a saída de Patrícia Poeta. Indiretamente foram dados os mais diversos argumentos para a decisão, como pesquisas de opinião, queda de audiência (cerca de 25%) desde que ela assumiu o lugar de Fátima Bernardes, eventuais gafes e outros que tais”.

Ainda segundo o jornalista, esta guerra de bastidores no império global é sangrenta. “Amauri desperta ciúme há anos dentro da Globo. Primeiro, por causa de sua ascensão considerada "meteórica demais". É sempre apontado como um arrivista convicto. Depois, porque ele pediu o boné da Globo em certa ocasião, mudou para o SBT e criou o ‘Aqui Agora’ –único produto jornalístico concorrente que de fato assustou a Globo até hoje. Seis meses depois, ela correu atrás para trazer Soares de volta... Com a decisão pessoal de Fátima Bernardes deixar o ‘JN’, Amauri teve um novo embate com seu ‘rival’ e, sabe-se lá o porquê, acabou vencendo. Kamel já estudava Vasconcellos na bancada, mas acabou prevalecendo Poeta”.

Os podres da TV Globo

“Para azar dela ou pura coincidência, como queiram, sua entrada coincidiu com um novo período de queda de Ibope no telejornal. Portanto, Ali Kamel nem precisou fazer nenhum ‘jogo’ contra a âncora. O clima nos corredores é bem tenso. Ou mais tenso que o normal”. O jornalista ainda desmente a informação da emissora sobre o futuro da ex-apresentadora. “Não existe absolutamente nenhum projeto de novo programa para Patrícia Poeta, nem em entretenimento, nem em dramaturgia (ela já pensou em ser atriz, muito tempo atrás) tampouco em jornalismo. Portanto, ela vai para a geladeira por pelo menos um ano ou mais”. Como se observa, a guerra é violenta. Daria outra novela: “Os podres da TV Globo”.

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O desafio da banda larga para todos

Por Vanessa Martina Silva, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

“Hoje, a questão da conexão para todos os brasileiros é o grande desafio para o país. É o que tem que ser feito”. A declaração da diretora geral da ONG Coletivo Digital, Béa Tibiriçá, reflete os dados divulgados recentemente pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), que mostram que pela primeira vez o percentual de pessoas com acesso à internet no Brasil ultrapassou o patamar de 51%, atingindo 85,9 milhões de pessoas. Isso significa, no entanto, que quase metade do país está desconectada.

A maneira como a universalização se daria passa pela discussão de conceitos técnicos como qual o melhor regime de prestação de serviço (que pode ser público, privado ou como defendem os ativistas pela democratização da comunicação, dual – com a participação de ambos) e qual a melhor tecnologia a ser empregada.

Na visão de Béa Tibiriçá, para além do debate técnico, é importante que essa discussão seja traduzida para o público que sofre com a conexão, com a falta de inclusão.

O acesso à internet é considerado essencial para a divulgação de informação, cultura e entretenimento e, por isso, deve ser considerado, tal como o fornecimento de energia elétrica, um direito fundamental do cidadão, como defende a campanha Banda Larga é um Direito Seu.

Garotinho vai pra cima da Globo!

Miguel do Rosário, em O Cafezinho

Garotinho (1)


Em seu blog, Garotinho vai pra cima da Globo e descobre novidades sobre a sonegação da Vênus Platinada.
Segundo o deputado, a empresa Empire, usada para comprar direitos de transmissão em 2002, também foi usada em 2006, e está envolvida numa investigação de corrupção na Fifa, conduzida pelo governo suíço.
Há provas, diz Garotinho, que a maracutaia da Globo foi fechada ao final de 1998.
Eu retificaria uma informação dada por Garotinho. A íntegra do processo, que Garotinho assegura estar em local seguro, num HD, já vazou, na íntegra, para a internet, e está agora a espera de jornalistas dispostos a destrinchar o material.
O Diario do Centro do Mundo, editado pelo camarada Paulo Nogueira, iniciou um crowfunding para fazer uma reportagem sobre o tema, o que eu apoio. Trata-se de uma tema grande demais para um cafezinho só.
A grande mídia faz um silêncio sinistro sobre o tema, desmascarando a existência de uma verdadeira máfia das comunicações, cujos donos protegem uns aos outros.
Outra coisa que seria bom lembrar ao deputado é que o crime de sonegação, infelizmente, se extingue quando a empresa adere ao Refis (programa de recuperação fiscal da Receita Federal). Essa é uma lei criada por FHC no ano 2000 para beneficiar sonegadores.
Mas os crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e demais delitos contra o sistema financeiro, não  são beneficiados pelo Refis.
Do lado ético, o crime de sonegação não se extingue jamais, sobretudo quando é feito de maneira tão diabólica como fez a Globo.
A criação de 11 empresas em paraísos fiscais, e a transferência de valores para o exterior, com argumentos falsos, se parece muito com o esquema do doleiro Alberto Youssef, que a Globo trata como um demônio de outro mundo, tentando ao mesmo tempo ligá-lo exclusivamente à Petrobrás.
Essa história de sonegação ainda vai dar muito pano para manga. Mas será um processo didático para o país, e sua publicidade ajudará a combater a sonegação fiscal e a evasão de divisas, dois crimes que desviam centenas de bilhões de reais, por ano, dos gastos de saúde e educação.
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Leia abaixo o post do deputado e ex-governador, publicado há pouco em seu blog:
20140921_irmaosmarinhobilionarios
Os Irmãos Marinho e suas respectivas fortunas no final do ano passado, hoje, é claro estão muito mais ricos

A TV Globo vem tentando desde a minha entrevista no RJ TV convencer a opinião pública, que ela não praticou uma dezena de crimes como mostrarei agora, somente na compra dos direitos de transmissão da Copa, que aliás, no final desta postagem vou reproduzir só o momento em que confrontei a Globo para quem ainda não viu. Para se ter uma idéia até mesmo o processo contra a Globo sumiu de dentro da Receita Federal, mas através de uma investigação interna foi descoberto que a agente administrativa Cristina Maris Meinick Ribeiro foi a responsável por desaparecer com as provas contra a Globo. Ela foi condenada em junho de 2013 pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro a 4 anos e 11 meses de reclusão por ter sumido com o processo que resultou numa multa de R$ 615 milhões contra a GloboPar. O juiz Fabrício Antônio Soares, que a condenou, determinou a perda da sua função pública e cassou a sua aposentadoria. Como podem ver na reprodução abaixo, a servidora depois de sumir com o processo foi morar num apartamento de R$ 4 milhões.
A picaretagem da Globo envolveu pelo menos 11 empresas constituídas em paraísos fiscais e no Brasil, todas pertencem secretamente ou não ao sistema Globo:
1 – Empire (Virgens Britânicas)
2 – GEE Eventos (Brasil)
3 – Globinter (Antilhas Holandesas)
4 – GloboPar (Brasil)
5 – Globo Overseas Investimento B / V (Holanda)
6 – Globo Radio (Ilhas Cayman)
7 – ISMM Investiment AG
8 – GloboSat (Brasil)
9 – Porto Esperança
10 – Power Company (Uruguai)
11 – TV Globo

Segue link para texto na íntegra, contendo o trecho da entrevista em que Garotinho solta os cachorros na Globo

http://www.ocafezinho.com/2014/09/21/garotinho-revela-novidades-sobre-sonegacao-da-globo


Garotinho vs Globo: Brizola manda lembranças

domingo, 21 de setembro de 2014

Afiliada da Globo na Bahia será punida?

Por Altamiro Borges


Na quarta-feira (17), mais um episódio grotesco evidenciou que os donos da mídia se consideram acima das leis no Brasil. A TV Oeste, repetidora da Rede Globo na região de Bom Jesus da Lapa (a 796 quilômetros de Salvador), veiculou durante todo o dia uma imagem congelada de Paulo Souto, o candidato do DEM ao governo do Estado. O crime eleitoral poderia até resultar na cassação da outorga da empresa, que explora uma concessão pública de televisão. Mas a tendência é que a propaganda ilegal da TV Oeste e dos demos não resulte em qualquer punição.

Na maior caradura, a Rede Bahia, proprietária da repetidora, emitiu nota oficial afirmando que “uma falha técnica do equipamento receptor de satélite instalado na cidade motivou o congelamento da imagem”. A falha durou mais de 24 horas e a emissora não tomou qualquer providência. Neste período, o sinal da transmissão da TV aberta “ficou sem áudio e com a última imagem congelada” – por coincidência, ela exibia o candidato do DEM abraçado a uma eleitora. Quem sintonizou a TV Globo neste horário, assistiu a longa propaganda gratuita de Paulo Souto. Um absurdo!

Por outra coincidência, destas que só ocorrem em países que não possuem qualquer regulação da mídia, a Rede Bahia pertence à família de ACM Neto, prefeito de Salvador e chefão dos demos no Estado. A empresa atualmente é presidida pelo ex-senador Antônio Carlos Magalhães Junior, filho do velho cacique ACM. Diante de tantas “coincidências”, a coligação de Rui Costa (PT) decidiu acionar a Justiça Eleitoral. “É um desequilíbrio na eleição. A população da região foi obrigada a ficar olhando a imagem do adversário”, argumenta o advogado Adriano Soares da Costa.

Fora da Bahia, ainda há outra “coincidência”. O escândalo não apareceu no Jornal Nacional da TV Globo e nem nas emissoras rivais ou no restante da mídia – coisa típica dos acordos mafiosos. A Folha de S.Paulo até deu uma notinha – de três linhas. “As coligações de Rui Costa (PT) e Lídice da Mata (PSB) acionarão a Justiça Eleitoral contra a Rede Bahia, dona da TV Oeste, por suposto [sic] benefício a Paulo Souto (DEM). A TV passou ao menos um dia veiculando imagem congelada de Souto para aparelhos da região de Bom Jesus da Lapa. A emissora diz que houve falha técnica”.

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sábado, 20 de setembro de 2014

Sílvio Santos anteviu Patrícia Poeta e o Infotenimento

Por Wilson Ferreira

Ao revelar que vai sair da bancada do Jornal Nacional (acendendo as mais diversas teorias conspiratórias), Patrícia Poeta disse que preparava um “projeto de programa de entretenimento” e afirmou “ter se preparado a vida inteira para isso”. Se isso for verdade, é a repetição de um fenômeno que vai da apresentadora Daniela Albuquerque (que descobriu a profissão de jornalismo em uma caixa de toddynho) ao jornalista esportivo Tiago Leifert escalado para apresentar o reality show musical da TV Globo “The Voice Brasil” – confirmando a profética iniciativa de Silvio Santos quando colocou a jornalista Lilian Witte Fibe no júri do “Show de Calouros” em 1991. É o infotenimento, fenômeno no passado restrito ao mundo das “notícias diversas”(notícias insólitas e inexplicáveis),  mas hoje recorrente quando jornalistas egressos das “hard news” decidem partir para projetos de entretenimento. Mais que exceções, parecem revelar secretas conexões que sempre existiram entre notícia e entretenimento.

Três parábolas televisivas:

(a) Em 1991 a jornalista Lilian Witte Fibe foi contratada por Silvio Santos para comandar o Jornal do SBT. Logo depois, a jornalista foi convocada pela dono da emissora para fazer uma participação especial no Show de Calouros, quadro do programa das tardes de domingo de Silvio Santos, ao lado de figuras como Pedro de Lara e Elke Maravilha. Contrariando o princípio da época da credibilidade do jornalismo, Silvio coloca a apresentadora do principal telejornal da emissora em um programa de auditório ao lado das figuras mais caricatas da TV brasileira ;