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sábado, 20 de setembro de 2014

Imagem da Globo fica congelada com candidato do DEM por 24 horas na Bahia


A qualquer momento sua TV pode virar outdoor:

A TV Oeste, retransmissora da Rede Globo no oeste da Bahia, passou ao menos um dia veiculando uma imagem congelada do candidato a governador Paulo Souto (DEM) para aparelhos da região de Bom Jesus da Lapa (a 796 km de Salvador).

Está na Folha online....Segundo a Rede Bahia, proprietária da TV Oeste que retransmite a emissora na região, uma falha técnica do equipamento receptor de satélite instalado na cidade motivou o congelamento da imagem, que começou na terça-feira (16).

Nas TVs da região, a imagem em questão mostrava um trecho do programa eleitoral em que Souto abraça uma eleitora em um evento de campanha. O número do partido não aparece na tela.

LAÇOS FAMILIARES

Liderando a corrida eleitoral na Bahia, segundo pesquisa Ibope divulgada em 10 de setembro, Paulo Souto enfrenta nas urnas Rui Costa (PT), candidato do governador Jaques Wagner, e a senadora Lídice da Mata (PSB).

Souto tem como principal cabo eleitoral o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), cuja família é sócia majoritária da Rede Bahia.

Diante da situação, a coligação de Rui Costa informou que irá entrar com representação na Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (18).

"É um desequilíbrio na eleição. A população da região ficou obrigada a ficar olhando a imagem do adversário", disse o advogado da coligação Adriano Soares da Costa.

Segundo o advogado, a coligação vai solicitar que a TV Oeste seja retirada do ar por 24 horas –sanção prevista na legislação eleitoral por uso indevido dos meios de comunicação.

Link:

Para entender a decadência da Globo

Com a morte de Roberto Marinho, os herdeiros terceirizaram  a gestão jornalística e artística da Globo. Sem uma estrutura de comando clara, a corporação passou a ser tomada por várias disputas internas, nas quais o fator audiência passou a ser utilizado não como bússola para ajustes, mas como arma de destruição interna
Por Luis Nassif, no Jornal GGN
Não vou arriscar análises sobre imagem de apresentador A ou B. Como telespectador eventual do Jornal Nacional (nenhum desprezo, apenas o fato que meu eletroeletrônico diário é o computador) sempre admirei a imagem e a postura firme e sóbria de Fátima Bernardes e a discreta informalidade de  Patrícia Poeta, especialmente na campanha da Copa. Quando não avança além das chinelas, o próprio William Bonner, é um senhor apresentador.
Houve desgaste recente devido à perda de rumo do Jornal Nacional, de trocar o estilo sóbrio por uma informalidade forçada e, principalmente, pela agressividade vulgar do âncora opinativo, expondo ao ridículo as imagens mais valiosas do jornalismo.
Mas esses fatos estão dentro de um contexto mais amplo, que não tem poupado nenhum setor, mais o jornalismo, também a teledramaturgia: a entropia que tomou conta da Globo, visível nas futricas da rádio corredor.
A Globo está enferma, atacada pela doença do burocratismo, com grupos de influência que se organizam aqui e ali, impõem nomes, ocupam espaços e derrubam competidores.
No tempo de Roberto Marinho havia a chamada voz do dono, uma hierarquia clara, com  comando, mas se reportando o tempo todo para o patrão: José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Armando Nogueira, Evandro Carlos de Andrade, debaixo deles um estado maior de primeira, como Daniel Filho, Roberto Talmata, Alice Maria.
Roberto Marinho não se atinha apenas às informações internas, mas também às externas. Lembro-me de uma entrevista que fiz a respeito do Diário Carioca com o poderoso Evandro Carlos de Andrade – um dos últimos comandantes de fato da Globo – e seu receio de sofrer eventuais intrigas de Jorge Serpa, conselheiro externo de Roberto Marinho.
Com a morte de Roberto Marinho, os herdeiros terceirizaram  a gestão jornalística e artística da Globo. Sem uma estrutura de comando clara, a corporação passou a ser tomada por várias disputas internas, nas quais o fator audiência passou a ser utilizado não como bússola para ajustes, mas como arma de destruição interna.
Conclusão: criou -se tal ambiente de insegurança que praticamente matou a criatividade da empresa.
Nos tempos de Boni, o lançamento da programação anual da Globo era uma celebração. Os últimos programas de impacto da Globo foram lançados inacreditavelmente por sua sucessora, uma senhora auditora com parca experiência em TV.
Depois dela, nada mais. Envelhecem os programas, os apresentadores, os repórteres. Não há um lançamento novo, uma ousadia nova.
O melhor do jornalismo televisivo da Globo foi a Globonews, última obra do talento discreto de Alice Maria.
Na teledramaturgia, o quadro não é diferente. Cadê os musicais maravilhosos, que marcaram a vida de gerações? Cadê a criatividade da programação infantil? Cadê as novelas inovadoras?
Dia desses assisti a alguns capítulos de novela e, agora acostumado com as séries norte-americanas, me espantei com o estilo de interpretação. Lembrava em muito o padrão mexicano de alguns anos atrás, com caretas, caras indignadas, olhares desafiadores, boca dura e sobrancelhas levantadas, de Sarita Montiel.
Julguei que fosse específico daquela novela. Assisti outras: o mesmo padrão.
É evidente que, com o avanço da TV a cabo e da Internet, a TV aberta experimentaria um esvaziamento. Mas, no caso da TV Globo, está sendo acelerado pela perda da seiva vital: a ousadia que aparentemente morreu quando o burocratismo se impôs sobre a criação.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O Poder Verbalizador em imagens

Vitória da opinião pública, derrota da opinião midiática


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A velha mídia deixou o jornalismo inteiramente de lado e tudo se transformou num festival de denúncias vazias. E os pobres, não só eles, deixaram essa cantilena e reelegeram o projeto do PT.
Foram muitas as leituras em torno do escândalo político-midiático. Destaco, no entanto, a contribuição de Venício A. Lima, notável pesquisador da mídia no Brasil. Duas de suas obras – uma voltada ao estudo da crise política e de poder no Brasil; outra, com vários autores, destinada à análise da mídia nas eleições de 2006 – foram essenciais para a elaboração deste texto, embora Lima, por obviedade, não tenha nada a ver com as interpretações que o autor faz a partir dessas leituras.
A mídia, como se sabe, constrói discursos, e estes nunca são inocentes. Desde 2005, a mídia hegemônica brasileira pretendeu dar quase a impressão de que a corrupção nascera com o governo Lula, como tentara dar a mesma impressão em relação ao governo Vargas. O eixo da narrativa midiática, inclusive quando do julgamento da Ação Penal 470, é o de que nunca houvera tanta corrupção no Brasil. Não fora este o comportamento da mídia quando dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso, e não por falta de matéria-prima, como se sabe. A privataria tucana está aí para confirmar o que digo.
Na esteira do bordão nunca houve tanta corrupção no Brasil, um novo vocabulário espraiou-se pelas redações, revelando a disposição de fazer o escândalo tornar-se patrimônio do senso comum: mensaleiros, partidos do mensalão, pós-mensalão, valerioduto, silêncio dos intelectuais, homem da mala, doleiro do PT, conexão cubana, operação Paraguai, conexão Lisboa, república de Ribeiro Preto, operação pizza, dança da pizza, dólares na cueca, entre outras expressões, muitas delas com nítida inspiração policial, e nada ocasionais.
Apesar de nunca ter sido provada a existência de algum tipo de mensalidade paga a deputados, mensalão particularmente tornou-se uma espécie de selo de toda a cobertura jornalística, rótulo de que se valiam os diversos veículos da mídia hegemônica. Essa utilização maciça da expressão tornou-a também de uso rotineiro no meio do povo, incorporou-se efetivamente ao senso comum para as mais variadas situações.
No caso da Folha de S.Paulo, a palavra mensalão tornou-se, por largo tempo, no decurso do escândalo político-midiático de 2005-2006, uma seção fixa. A Folha, aliás, podia lembrar que, caso provado mesmo dessa coisa de mensalão, era o do governo Fernando Henrique Cardoso, quando parlamentares confessaram que o projeto de reeleição tinha sido assegurado R$200 mil a cada um, como disseram dois deputados do Acre, na edição de 13 de maio de 1997 da própriaFolha, ao jornalista Fernando Rodrigues.
Curiosamente, ou explicavelmente, a mídia, então, não pediu CPI, não insistiu em apuração, e a reeleição teve curso tranquilo. Fernando Henrique, reeleito, continuou a governar o Brasil, com as consequências conhecidas, inclusive constrangendo o país a recorrer ao FMI novamente, em janeiro de 1999, quando o Brasil quebrou.
O escândalo político-midiático foi sendo alimentado conscientemente desde maio de 2005, às vezes com material requentado, e tinha a pretensão óbvia de alcançar as eleições de 2006. Qualquer análise mais detida irá constatar a existência de um jornalismo errático em todo esse período, já que o nítido objetivo político – desgastar Lula, o governo e o candidato a presidente – prejudicou enormemente o próprio esclarecimento dos fatos. Mais semeou confusão do que ajudou a esclarecer o que acontecia.
A velha mídia deixou o jornalismo inteiramente de lado, abandonou o trabalho de investigação, recolheu o que podia das CPIs em andamento, e tudo se transformou num festival de denúncias vazias, irresponsáveis, como a famosa matéria de Veja sobre os dólares cubanos que teriam financiado o PT. Inúmeras matérias, muitas delas querendo-se reportagens, flertavam com uma ficção de baixíssimo nível, sem nenhuma preocupação com fatos, ou com verificações, checagens, essas coisas elementares, e diria sadias, do jornalismo liberal.
A mídia na construção da narrativa para aquele específico escândalo político usou e abusou do adjetivo suposto, como se com esse artifício estivesse anistiada para fazer todo tipo de acusação sem se comprometer, como se pudesse. Produziu inúmeras denúncias vazias, insinuou, acusou, fez ilações, generalizações, lançou suspeições a torto e a direito, desde que alcançassem sempre dirigentes do PT e membros do governo Lula.
Com isso, construiu quase que uma cláusula pétrea no desenvolvimento de sua cobertura: a presunção de culpa. Bastava ter qualquer indício, ou inventá-lo, para em seguida concluir que a pessoa envolvida era culpada. Cabia ao acusado correr atrás do prejuízo, tentar provar sua inocência, se inocente fosse. A mídia hegemônica tornou-se um tribunal de exceção, e o cidadão brasileiro restou inteiramente desamparado.

Relinchos

A direita relinchante


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Reinaldo Azevedo e a direita delirante
A direita brasileira já foi melhor. Teve nomes como Roberto Campos e José Guilherme Merquior entre seus quadros, formulando sobre teoria econômica e política internacional. Naquele tempo, a direita recorria a argumentos, além do porrete. Hoje restou apenas o porrete, aplicado a esmo sem maiores requintes de análise.
Impressiona o baixo nível intelectual dos representantes da direita no debate público nacional. Não elaboram, não buscam teoria nem referências. Não fazem qualquer esforço para interpretar seriamente a realidade. Apenas atiram chavões, destilando preconceitos de senso comum e ódio de classe.
Reinaldo Azevedo é hoje o maior representante dessa turma. Com 150 mil acessos diários em seu blog mostra que há um nicho de mercado para suas estripulias. Ao lado dele tem gente como Rodrigo Constantino, aquele que se orgulha das viagens a Miami e se despontou como legítimo defensor dos sacoleiros da Barra da Tijuca.
Antes os intelectuais de direita iam fazer estudos em Paris. Agora vão comprar roupas em Miami. Sinal dos tempos e das mentes.
Dispostos a tudo para fazer barulho no debate público, mas sem substância em suas análises, aproximam-se frequentemente de um discurso delirante.
Reinaldo Azevedo jura que o governo petista quer construir o comunismo no Brasil. E vejam, ele não está falando do Lula de 1989, mas do governo do PT de 2003 a 2014. Sim, o mesmo que garantiu lucros recordes aos bancos e empreiteiras na última década. Que manteve as bases da política econômica conservadora e que nem sequer ensaiou alguma das reformas populares historicamente defendidas pela esquerda. Neste governo que, com muito esforço, pode ser apresentado como reformista, ele enxerga secretas intenções socializantes. Certamente com o apoio da Odebrecht e de Katia Abreu. Só no delírio…
Para ele, João Goulart é que era golpista em 64. Os Black Blocs são amigos do ministro Gilberto Carvalho. E as pessoas só são favoráveis às faixas exclusivas de ônibus por medo de serem acusadas de elitistas. Ah sim, sem esquecer que a mídia brasileira – a começar pelas Organizações Globo – é controlada sistematicamente pela esquerda.
Ele baba, ele xinga. Ofende os fatos e fantasia perigos. Lembra, embora com menos poesia, dom Quixote atacando os moinhos de vento.
A pérola mais recente é escabrosa: Israel seria vítima do marketing internacional do Hamas. No momento em que o mundo vê a olhos nus centenas de palestinos serem massacrados na Faixa de Gaza, ele denuncia uma conspiração internacional de mídia contra o estado de Israel. Encontrou eco no também direitista delirante Luís Felipe Pondé, em artigo na Folha.
Teoria da conspiração vá lá, até pode ter seu charme, mas, como dizia Napoleão, entre o sublime e o ridículo há apenas um passo. Reinaldo Azevedo e seus sequazes já atravessaram faz tempo esta fronteira.
De fato, os textos que têm se prestado a publicar acerca do genocídio na Palestina já superaram o ridículo. Chegaram ao cinismo. Dizer que as crianças mortas na Faixa de Gaza são marketing é uma afronta do mesmo nível da deputada sionista que defendeu o extermínio em série das mulheres palestinas para impedir a procriação. É apologia covarde ao genocídio e ao terrorismo de Estado.
A direita se diferencia da esquerda, dentre outras coisas, pela análise dos fatos. Mas não por criar fatos ou ignorá-los. Ao menos quando tratamos de uma direita séria.
No caso de Reinaldo Azevedo e dos seus, estamos num outro campo. Não é apenas a direita. É uma direita delirante. A psiquiatria clínica é clara: negação dos dados da experiência, somada a uma reconstrução da realidade pela fantasia chama-se delírio. Aqui há ainda o agravante da fixação em temas recorrentes. PT, movimentos populares e mais uns dois ou três.
Um delírio em si é inofensivo. O problema é quando começa a juntar adeptos, movidos por ódio, preconceitos e mentiras. É assim que nascem os movimentos fascistas. Quem defende extermínio higienista em Gaza também deve defendê-lo no Complexo do Alemão ou em Paraisópolis.
Reinaldo Azevedo certamente ainda não representa um risco político real, mas o crescimento de seus seguidores é um sintoma preocupante da intolerância e desapego aos fatos que ameaçam o debate público no Brasil.

Quem tem o poder da fala no Brasil

Luciano Martins Costa: A “grande mídia” esconde a realidade dos brasileiros


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Luciano Martins Costa, via Observatório da Imprensa
Brasil, Venezuela, Chile, Cuba e México são os países da América Latina que venceram a fome estrutural. Essa informação consta de um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que registra os avanços na luta global contra a insegurança alimentar. Cerca de 805 milhões de pessoas ainda têm que lutar por comida no dia a dia em todo o mundo, e a maioria delas se concentra em regiões afetadas por conflitos ou por condições climáticas adversas. O relatório completo, com 57 páginas em inglês, pode ser obtido no site da entidade (ver aqui).
Os principais jornais brasileiros usam como fonte o resumo distribuído pela FAO, onde se pode ler, por exemplo, que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a atingir o principal objetivo de desenvolvimento do Milênio e as metas da Cúpula da Alimentação. O documento será um dos destaques da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que se realizará no dia 23 deste mês.
Um dos requisitos para o sucesso do programa, segundo o relatório, é a manutenção de políticas de combate direto à fome crônica, sustentadas por medidas colaterais destinadas a criar uma estrutura de atendimento a outras necessidades das parcelas mais carentes da população. No Brasil, o núcleo de ataque ao problema alimentar foi o programa Fome Zero, seguido pelo complexo de medidas agregadas no conjunto das bolsas de apoio ao desenvolvimento humano, a partir de um sistema que assegura disponibilidade, acesso, estabilidade e utilização de meios para manter uma nutrição segura.
Apesar das turbulências políticas que se sucederam em várias partes do mundo e dos efeitos perversos da especulação financeira no processo da globalização – que produziu uma grande crise econômica mundial –, a última década registrou um avanço histórico na luta contra o mais grave flagelo da humanidade – a falta de alimentos suficientes para sustentar a vida.
O principal suporte dos números da FAO vem do desempenho dos países asiáticos e latino-americanos citados no documento, entre os quais se destaca o Brasil.
Notícia envergonhada
Sob o ponto de vista de um jornalismo comprometido com a busca objetiva dos fatos mais relevantes, essa seria a manchete: “ONU confirma sucesso na redução da fome”. Numa abordagem jornalística, essa frase representaria a síntese a ser tirada do relatório intitulado “O estado da insegurança alimentar no mundo – 2014”, porque os índices declinantes da desnutrição crônica mostram que a fase mais difícil foi ultrapassada, com a superação de barreiras estruturais para a oferta segura de alimentos em grande parte do planeta e a passagem para a etapa seguinte da melhoria da qualidade de vida – a da construção da cidadania.
Mas o que faz a mídia tradicional do Brasil?
O Jornal Nacional, da TV Globo, destinou exatos 37 segundos à notícia – tempo que se dedica diariamente ao boletim meteorológico –, destacando que, “20 anos atrás, 14,8% dos brasileiros viviam na miséria; agora, esse índice é de menos de 2%”. Uma reportagem sobre a causa da morte do ex-jogador de futebol Hideraldo Luiz Bellini – ocorrida em março –, a encefalopatia traumática crônica, doença degenerativa ligada a esportes de contato, mereceu um minuto a mais.
Estado de S.Paulo foi o jornal que deu maior importância ao documento, com um título em alto de página, na editoria “Metrópole”, no qual se lê: “Brasil sai do mapa da fome, afirma ONU”.
Folha de S.Paulo subverte a informação mais importante, num texto de duas colunas de 9 centímetros de altura em que tenta desqualificar o teor do relatório, com o título: “3,4 milhões passam fome no Brasil, diz ONU”. Logo abaixo, afirma que “Órgão dirigido por ex-ministro de Lula adota novo cálculo e elogia combate à desnutrição”.
O Globo dá uma no cravo, outra na ferradura. “ONU: 800 milhões de pessoas passam fome no mundo”, diz o título da reportagem, seguido por uma linha fina onde se lê: “Relatório cita Brasil como destaque positivo; desde 1990, famintos do país caíram de 14,8% para 1,7% da população”. O jornal carioca também faz referência ao assunto no material sobre a disputa eleitoral, com texto em que a presidente Dilma Rousseff comemora o anúncio da FAO.
Só para lembrar: a imprensa hegemônica do Brasil sempre se opôs aos programas de redução da miséria, que tiveram, entre seus inspiradores, a ex-primeira-dama Ruth Cardoso e o senador Eduardo Suplicy. Agora que os resultados se consolidam, a notícia fica escondida.
Como diria aquele apresentador da televisão: “É uma vergonha!”

Garotinho humilha a Globo...na Globo...

A Globo tirou o video do ar mas a gente mostra
Garotinho humilha a Globo...na Globo...
https://www.facebook.com/video.php?v=10152431924529506

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Tvs, rádios, jornais: O exercício criminoso do poder de verbalizar

O poder verbalizador
Puro veneno, que é a mídia regressista escravocrata
E nomes ruins quentes apocalípticos infernais melhor não dizê-los pq os nomes provocam o que eles simbolizam olham são