Retorne ao SPIN

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O cão de Pavlov

Por coincidência se nos apresenta isso....com a fascistada é impossível dialogar, a Márcia Tiburi já explicou....mas a gente capricha na charge: se bem que eles são a charge em carne e osso....
Na imagem acima, o cão de Pavlov...ele age por uma reflexo e uma vez esbravejou bem alto nas galerias do puteiro sic Congresso:  eu vou comer teu cu..
!!!!!!!
Entendo...
Foi só tomar o golpe às custas de marretadas, o cãozinho de Pavlov saiu correndo, rabinho entre as pernas, para lamber as botas do Trump...
E levou de presente para os vencedores da guerra, o pré-sal e outros tesouros....
Mas nem assim o Trump resolve dar as caras por cá: prá que se, quanto mais no chinelo a Colônia, melhor para o Império...
A cabeça do Lula já foi entregue aos americanos e corporações das oligarquias interacionais
O comando do golpe, que não fica no Brasil, uma vez que nossas oligarquias de tão fraquinhas estão ficando a ver navio, ou seja, estão perdendo tudo, ajudaram tanto o Bolsomoro através do FBI, CIA, ONGs 
Agora é desmanchar a fila da Lava Jato, onde se encontram aguardando para entrar no xadrez dos verdadeiramente corruptos...SQN*......o Alckmin acabou de escapar....
Viva o Brasil...

* SQN, Só Q Não, segundo o internetês...

Aloysio Nunes, um macho-man no Itamaraty, por Luis Nassif

Meu comentário

Pavlov explica: esse ai é presença constante na página do spin condicionado...diante de qualquer batida do sino esse pit bull saliva e sai correndo com o rabinho abanando para fazer delações ao Tio Sam....kkkk

Segue o artigo do Nassif:

Poucas vezes na história do Brasil viu-se chanceler mas sem noção do que Aloysio Nunes. Nada surpreendente para um governo que tem Elsinho Mouco como marqueteiro, Eliseu Padilha como Chefe da Casa Civil, e Moreira Franco como o estrategista dos macro-negócios.
Memo nesse time de campeões, Aloysio tem merecido justo destaque.
Para rebater manifesto de algumas das maiores lideranças mundiais, em favor de Lula, recorreu ao mesmo estilo que emprega em bate-bocas com manifestantes em aeroportos ou em guerrilhas de Twitter: o do macho latino-americano, que não leva desaforo para casa.
Ele, Roberto Freire, Marcelo Itagiba são a prova viva da deformação retórica de qualquer um que se abrigue ou se abrigou sob o guarda-chuva de José Serra. Na modelagem delicada e sutil da política, trocam o cinzel pelo martelo. Sua única função é a de guerrear, e Nunes sempre guerreou, de locais públicos ao Twitter, com a agressividade de um pitbull sem noção e respeito aos cargos que ocupou e ocupa.
Como tem coragem de questionar o direito de seis personalidades internacionais de manifestar sua opinião pessoal em favor de Lula? François Hollande, ex-presidente da França, José Luis Rodrigues Zapatero, ex-presidente espanhol, Massimo D´Alema, Enrico Letta e Romano Prodi, ex-presidentes do conselho de ministros da Itália, e Elio Di Rupo, ex-primeiro ministro da Bélgica, não estão mais no exercício de mandato. Falam em seu nome pessoal. E, como tal, denunciaram a farsa do julgamento e prisão de Lula. Aloysio solta uma nota oficial do Itamaraty, grosseira, invocando o “legítimo processo legal”, querendo justificar o aparato jurídico do fascismo para líderes de países que sofreram o fascismo na veia.
Aloysio  não se dá conta de que ele não é um chanceler qualquer. É Ministro do governo Temer, o mais corrupto da história, e é padrinho político de Paulo Preto, o Paulo Roberto Costa do PSDB. Está sendo salvo de denúncias pelo trabalho pertinaz do Ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal.
Não se exija dele a postura de um diplomata que ele nunca foi. Mas ao menos o pudor de se resguardar em um momento em que Gilmar Mendes se sacrifica estoicamente para não deixar nenhum companheiro ferido no campo de batalha.

https://jornalggn.com.br/noticia/aloysio-nunes-um-macho-man-no-itamaraty-por-luis-nassif


Como esse senador é canino.....ou seja, pavloviano até na tampa...

"Em uma semana, o delegado Antônio Mestre Júnior, o “Mestrinho”, chefe da Polícia Civil na área de São José do Rio Preto, não tinha achado os culpados, mas já tinha um inocente.
“O doutor Aloysio é vítima”, garantiu à Folha. “Os criminosos escolheram a propriedade pela sua localização geográfica e facilidade de esconderam [sic] a droga ali”.
Atenção para o “doutor”. Se encontrassem essa quantidade de coisas dessa natureza no seu sítio, é muito pouco provável que você viesse a...
Ver mais

Um site de notícias sobre política. Tudo aqui que a mídia tradicional não aborda, trazemos aqui a verdade para o público brasileiro.
CENTRALPOLITICO.COM.BR

Que gracinha: lembranças do passado presentes....mas troque seu cãozinho por uma criança pobre, como disse o poeta

Caso o video não abra, aqui o link

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=731638757043729&id=701295286744743






Alfredo Pereira Jr. compartilhou uma publicação.
17 h
Game de cachorro

quinta-feira, 10 de maio de 2018

O que é o cão de Pavlov?, Por Alexandre Versignassi

O que é o cão de Pavlov?, Por Alexandre Versignassi
PavlovPavlov
Pavlov (/)
É o protagonista de uma experiência revolucionária, que aconteceu há 100 anos e mudou a forma como o ser humano enxerga a si mesmo. Na verdade, não havia apenas um cão nessa história, mas vários. À primeira vista, a coisa parece banal. Um célebre médico russo do início do século 20, chamado Ivan Pavlov, treinou cachorros para que eles ficassem com água na boca sem que houvesse nenhuma comida por perto. A coisa funcionava assim: toda vez

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Provar a própria inocência se tornou "afronta" aos deuses da Lava Jato



Entrevista de Moniz Bandeira: EUA perdem na Síria e Ucrânia e se metem na AL no Café com Política Em entrevista ao Café na Política, o politólogo Moniz Bandeira, que vem de lançar o livro A Desordem Mundial, pela Civilização Brasileira, conclui que os Estados Unidos já perderam a guerra na Síria e na Ucrânia. Por isso, se metem agora a derrubar os governos progressistas do Brasil, Argentina e Venezuela. Esta que também é a conclusão, ao longo de sua obra de 20 livros, todas interligadas, inclusive da penúltima, A Segunda Guerra Fria, que prevê a ascensão da Rússia.

sábado, 15 de outubro de 2016

As convicções e o fascismo, por Mauro Santayana

por Mauro Santayana
Em seu site
(Revista do Brasil) - Os países, como as pessoas, precisam tomar cuidado com as suas convicções.
Convicções arraigadas, quando não nascem da informação, da razão, do conhecimento, costumam ser fruto do ódio, do preconceito e da ignorância.
Não é por acaso que entre as características do fascismo, a mais marcante está em colocar, furiosamente, a convicção acima da razão.

Plea bargain versus delação premiada, por Leonardo Avritzer

Plea bargain versus delação premiada
por Leonardo Avritzer
Plea bargain seria o equivalente Norte Americano ao processo de delação premiada, tal qual ele existe no Brasil desde a aprovação em 2013 da lei 12.850. Aparentemente os dois institutos teriam objetivos semelhantes, forçar um processo de negociação através do qual o acusado por um crime trocaria informações com a procuradoria tendo em vista a redução da sua pena. De um lado, ganharia o acusado pela redução da sua pena  e, por outro lado, o estado com a certeza de uma condenação que especialmente no sistema Norte Americano é incerta devido ao sistema do júri e às proteções que ele trás ao cidadão. Digo aparentemente, porque qualquer comparação mais aprofundada mostra a pouca relação existente entre o plea bargain no modelo norte americano e a nossa delação premiada.
Linguisticamente chama a atenção que o elemento central do instituto legal em uma língua é barganha e na outra a ideia de prêmio. Não surpreende o nome do instituto no direito anglo-saxão por um motivo principal, o plea bargain se espelha na ideia de contrato, isso é, na ideia de uma troca entre dois indivíduos ou entre um indivíduo e o estado através da qual cada um será capaz de aferir algum beneficio. Portanto, cabe neste caso a ideia de barganha na qual em uma negociação, mesmo em uma situação assimétrica existem ganhos mútuos. Por fim, vale a pena ressaltar que o objetivo do plea bargain entendido de forma contratual é a redução do risco, para o acusado de enfrentar a pena máxima e para o estado de não conseguir condenar o acusado em um tribunal. Portanto, a indeterminação do juiz ou do júri no caso de não aceitação da delação é o elemento principal que força a barganha. E ainda é importante ressaltar as limitações do juiz e procuradoria: as penas nos casos em que a prova existe em geral não são muito reduzidas.
Salta à vista de qualquer observador mais informado que não é apenas o nome que diferencia o instituto legal norte americano do brasileiro. O que diferencia os dois institutos legais são três características: a certeza da pessoa presa de que juiz irá condená-la o que torna a delação premiada no caso brasileiro uma pressão completamente indevida do estado sobre o cidadão; em segundo lugar, o tamanho do premio que é oferecido mesmo nos casos em que estado tem a prova da culpa, tal como estamos vendo no caso da Operação Lava Jato em especial para os diretores da Petrobras, a redução da pena foi de fato um premio. Mas, o terceiro elemento é o mais importante, o poder do juiz.


Vale a pena, mais uma vez, diferenciar o caso norte americano do brasileiro em relação a quem oferece a redução da pena. No caso americano, é o procurador de distrito quem oferece a redução da pena enquanto no caso brasileiro segundo o artigo 4 da lei 12850 é o juiz. Este é um dos elementos principais para entendermos a pessoalização e a privação de direitos realizada pela Operação Lava Jato. Em primeiro lugar, recusar a delação premiada passa a ser desafiar o próprio juiz e, portanto, o risco de não fazê-lo nunca é se submeter à incerteza de um sistema do júri e sim se submeter a certeza da condenação máxima com o vimos em diversos casos. Vale a pena também ressaltar as reduções absurdas de pena oferecidas pelo juiz Moro aos diretores da Petrobras e empreiteiros condenados. Portanto, o elemento central da delação premiada no Brasil é, como seria de se esperar, o rompimento do elemento contratual e o fortalecimento do estado na pessoa do juiz envolvendo inclusive as suas convicções políticas. Só assim é possível explicar a politização da Lava Jato que alcançou o seu paroxismo na semana anterior às eleições com prisões de ex-ministros com objetivos completamente políticos.

Os limites da delação premiada, por Pierpaolo Cruz Bottini

Jornal GGN - A delação premiada não deve ser usada sem material probatório para embasar julgamentos ou acabar com a imagem dos denunciados através da imprensa. É a opinião do advogado Pierpaolo Bottini, em artigo publicado nesta sexta (14), na Folha.
O especialista cita um caso ocorrido na Itália, em que um apresentador de televisão foi delatado numa operação que investigava tráfico de cocaína e, ao final, foi completamente inocentando. Mas já era tarde demais para sua reputação, que foi detonada nos jornais que noticiaram o assunto como se a delação fosse prova cabal.
No Brasil, a Lava Jato tem por modus operandi divulgar delações premiadas, mesmo as que sequer foram homologadas pela Justiça, sob o argumento de que a sociedade tem o direito de saber o que ocorre nos bastidores do poder. Essa atitude, contudo, tem endossado o assassinato de reputações via grande mídia. 
Por Pierpaolo Cruz Bottini
Na Folha
Aclamada como a mais importante inovação das investigações brasileiras, a colaboração premiada deve ser colocada em seu devido lugar. É um importante instrumento de investigação, mas tem limites que devem ser observados para que não se transforme em um dispositivo de arbítrio, vingança ou injustiça.
No Brasil, a colaboração premiada demorou a ganhar terreno, por compreensível resistência no meio jurídico. O país viveu um regime autoritário e o recurso à delação foi um dos instrumentos da repressão para desbaratar grupos de resistência.
A figura do delator era associada à do companheiro de armas que muda de lado, que colabora com o regime totalitário.
Nos últimos anos, contudo, o instituto da colaboração premiada se transformou. Não se trata mais de um instrumento extralegal de perseguição, mas de um dispositivo regulado por lei, supervisionado por um juiz, pautado por cláusulas formais. A lei nº 12.850/13 fixou regras precisas para a colaboração, detalhando seu processamento e o papel dos participantes.
Por isso, para usar e noticiar a colaboração, é necessário conhecer sua natureza e limites. Em primeiro lugar deve, ficar claro que delação premiada não é prova, mas meio de obtenção de prova. São coisas distintas.
A prova é capaz de sustentar uma acusação ou uma condenação. O meio é apenas um instrumento para que as autoridades possam alcançar provas efetivas. As palavras do delator não demonstram fatos. Apenas indicam onde pode ser encontrado o material que comprove o ocorrido.
O colaborador não é isento. É um investigado, confessadamente envolvido na prática delitiva, que sofrerá os efeitos da condenação -ainda que de forma mais branda- e pode ter interesse em fazer prevalecer uma versão distorcida do ocorrido, seja para proteger alguém, seja para obter mais benefícios. No jargão jornalístico, é uma fonte não confiável, cujas informações devem ser checadas antes da publicação.
Na Itália, nos anos 1980, um popular apresentador de televisão chamado Enzo Tortora foi mencionado por diversos colaboradores como envolvido no tráfico de cocaína. Teve sua carreira destroçada, ficou meses preso, até que a farsa fosse revelada. Descobriu-se que integrantes da organização criminosa Nova Camorra delataram Tortora porque era alguém importante.
Envolvê-lo em seus relatos seduzia as autoridades pela popularidade do escândalo e afastava a necessidade de delatar os reais líderes do crime organizado. Anos depois, Tortora foi absolvido, desfecho irrelevante para a vergonha pretérita.
A história italiana é um alerta. A colaboração premiada é importante, desde que não se perca a perspectiva de que se trata de um depoimento parcial, válido apenas se acompanhado de elementos materiais de prova, como e-mails, comprovantes de pagamento, gravações.
Determinar a prisão, a busca e apreensão ou a condenação com base exclusiva em depoimentos de colaboradores é desconhecer a lei, a natureza do instituto e as más experiências estrangeiras.
Em suma, a delação premiada é importante para a investigação criminal, mas deve ser usada com a devida cautela. Compreender o caráter probatório precário e as fragilidades é um primeiro passo para o manejo responsável do instituto, evitando-se que sua distorção enseje injustiças, tanto na seara jurídica quando sob um prisma jornalístico.
PIERPAOLO CRUZ BOTTINI, 39, é advogado e professor livre docente de direito penal da USP



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Carta Aberta ao Lula

Recebi do amigo Edilson, via WhatsApp:

Recebi do amigo Edilson Alves Fitterman, via WhatsApp:

Carta Aberta ao Lula

( Assinada por um simples cidadão brasileiro. Vale a pena ! Absolutamente indispensável a leitura ! Quando mais não seja, pela delícia do mais puro estilo Machadiano...rssss...Na realidade parece um texto escrito pelo personagem Brás Cubas )

E então, Lula, foram necessários mais de quarenta anos para você se tornar réu pela primeira vez, e isto, num país de políticos ladrões, é muita incompetência.

Carta Aberta a Lula, por Francisco Costa

Recebi do amigo Edilson Alves Fitterman, via WhatsApp:

Carta Aberta a Lula

( Assinada por um simples cidadão brasileiro. Vale a pena ! Absolutamente indispensável a leitura ! Quando mais não seja, pela delícia do mais puro estilo Machadiano...rssss...Na realidade parece um texto escrito pelo personagem Brás Cubas )

E então, Lula, foram necessários mais de quarenta anos para você se tornar réu pela primeira vez, e isto, num país de políticos ladrões, é muita incompetência.
Todo mundo está ganhando de você, meu amigo.
Se você ganhou do Serra nas urnas, a forra está nos tribunais, ele está lhe ganhando de 18 processos a 1, que currículo é esse, o seu, até ontem virgem como uma menina de convento, sem ser flagrado uma única vez com a mão na botija, digo no cofre público?
Você é um político apagado, sem destaque... Na Operação Zelotes você não está, nem na lista de Furnas... Não estava na Operação Satiagraha, Anões do Orçamento, Privataria Tucana, Trensalão, Banespa, nem merenda escolar você roubou... Porra, nem uma contazinha no HSBC suíço?
A sua incompetência é tão grande que até o mísero Eduardo Cunha lhe humilha: são 23 processos a 1, caramba.

sábado, 24 de setembro de 2016

Velha mídia esconde discurso de Temer sobre razões políticas do impeachment


Jornal GGN - Na quinta (22), o presidente Michel Temer foi alvo de uma reportagem no The Intercept Brasil por ter dito, num discurso para investidores estrangeiros em Nova York, que Dilma Rousseff sofreu um impeachment por razões políticas: não aceitou o programa neoliberal criado pelo PMDB, chamado de "ponte para o futuro". Hoje, nenhum dos jornais da velha mídia oligarquica tratou do assunto. A única exceção foi uma colunista do Estadão que, pelas redes sociais, tentou desmoralizar o The Intercept e defender Temer.
Por Glenn Greenwald
No The Intercept
Ontem, Inacio Vieira do The Intercept Brasil expôs uma das mais significativas provas das verdadeiras motivações por trás do impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff. Em palestra para um grupo de empresários e dirigentes da política externa americana, o atual presidente, Michel Temer, admitiu que não foram as pedaladas fiscais que deram início ao processo de impeachment, mas a oposição de Dilma à plataforma neoliberal, composta de cortes em programas sociais e privatizações, proposta pelo PMDB.
Mas o que é ainda mais revelador do que o casual reconhecimento das motivações golpistas de Temer é como a grande mídia brasileira — unida em torno do impeachment — ignorou completamente o comentário do presidente. Literalmente, nenhum dos inúmeros veículos do Grupo Globo, nem o maior jornal do país, Folha, e nenhuma das revistas políticas sequer mencionou os comentários surpreendentes e incriminadores de Temer. Foi imposto um verdadeiro apagão. Enquanto diversos jornalistas e sites independentes abordaram a admissão do recém-empossado, nenhum dos grandes veículos de comunicação disse uma só palavra.
A única exceção à cortina de silêncio que se fechou foi a colunista do Estadão, Lúcia Guimarães, que investiu horas no Twitter humilhando-se, num enorme esforço em negar que Temer havia dito o que disse. Começou por insinuar que o The Intercept Brasil teria feito um “corte” suspeito no vídeo que alterava sua genuinidade — basicamente acusando Inacio Vieira de cometer uma fraude — sem apresentar nenhuma prova quanto a isso. Tudo em função de proteger Temer.
Após um colunista da Folha enviar um link para o vídeo completo, Lúcia escreveu que só poderia acreditar que Temer havia feito a afirmação quando visse os drives originais das câmeras exibidos simultaneamente. Ela acrescentou que o que torna suspeita a reportagem é o fato de Temer ser um autor de um best-seller de direito constitucional, que não diria um “despautério” desses.
Apenas quando a transcrição oficial completa do Palácio do Planalto foi publicada, a colunista finalmente admitiu que Temer havia dito a tal frase, mas, em vez de retratar as acusações falsas ou se desculpar com Inacio Vieira e com o The Intercept Brasil por ter sugerido que o vídeo teria sido fraudado, ela apenas publicou a parte relevante do discurso de Temer, como se ela mesma tivesse descoberto a citação e estivesse informando seus seguidores. Mesmo após admiti-lo, a jornalista alegou de forma ligeiramente amargurada que os oponentes do impeachment estavam transformando a questão em um carnaval e comemorando a revelação.
Mesmo tento sido forçada a fazê-lo por ter se complicado para defender Temer, ao menos uma colunista do Estadão reconheceu a existência de uma reportagem de tamanha importância. O resto da grande mídia brasileira a ignorou por completo. Imagine a seguinte situação: o recém-empossado presidente de um país admite para uma sala repleta de oligarcas e imperialistas que ele e seu partido deram início ao processo de impeachment da presidente eleita por razões políticas e ideológicas, e não pelos motivos previamente alegados. Toda a grande imprensa brasileira finge que nada aconteceu, se recusa a informar os brasileiros sobre a admissão do presidente e ignora as possíveis repercussões sobre o caso do impeachment.
Há um motivo para a organização Repórteres Sem Fronteiras ter reduzido a posição do Brasil em seu ranking de liberdade de imprensa para 104 e denunciado a grande mídia corporativa como uma ameaça para a democracia e liberdade de imprensa no país. Como explicou a ativista brasileira Milly Lacombe: “Temer confessa o golpe, existe uma gravação com a confissão e nossa mídia corporativa esconde o que ele disse. Tá bom ou precisa de mais?” Um dos mais palpáveis exemplos foi dado através deste lamentável silêncio.